quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O jejum escolhido

     “Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?” (ISAÍAS 58:7)

     Isaías nos fala sobre a importância de agradarmos a Deus com um coração liberal para abençoar os necessitados. Esse texto é profetizado por Isaías para que o povo jejuasse com o coração certo.

     Observe esta lógica: se você deixa de comer um pão para dar ao necessitado não seria também isso um jejum? É disso que fala o texto. Repartir significa jejum, cortar um apetite da carne que quer agir com egoísmo guardando tudo pra si.

     Precisamos jejuar nosso tempo pelos perdidos, mas também até recursos desta terra precisam ser usados para supri-los. Isso é culto aceitável a Deus. É isso o que importa pra ele.

Veja o que diz o apóstolo Paulo em Gálatas 2:9,10:

“e quando conheceram a graça que me fora dada, Tiago, Cefas e João, que pareciam ser as colunas, deram a mim e a Barnabé as destras de comunhão, para que nós fôssemos aos gentios, e eles à circuncisão;recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência.”


A única coisa que os apóstolos de Jerusalém lembraram Paulo para que ele não esquecesse era dos pobres.

O que dizia João Batista quando pregava o seu batismo de arrependimento:

Respondia-lhes então: Aquele que tem duas túnicas, reparta com o que não tem nenhuma, e aquele que tem alimentos, faça o mesmo. (Lucas 3:11)

     A Igreja tem um papel com os pobres desta terra. Ainda hoje o Senhor diz: "Misericórdia quero e não sacrifícios!" Este é o jejum escolhido, é isso que verdadeiramente importa.



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