sábado, 29 de abril de 2017

O que desenvolvemos no discipulado




1    1. Lealdade– João seguiu na hora da dificuldade, multidões seguiam na popularidade.  A um discípulo como este Jesus confiou o cuidado com sua mãe. (João 19:26-27)
Quando Jesus viu sua mãe ali, e, perto dela, o discípulo a quem ele amava, disse à sua mãe: “Aí está o seu filho”, e ao discípulo: “Aí está a sua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a levou para casa.

A quantas pessoas você confiaria sua mãe? Temos que desenvolver essa lealdade no discipulado. João levou Maria para morar em sua casa até o fim da vida. Jesus sabia que podia confiar no cuidado que João daria.

2. Amizade- João 15:13-15 diz:
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.
Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno.
Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido.”
           
            No discipulado extrapolamos a formalidade e não tratamos os discípulos apenas como servos, mas damos a conhecer a eles o que está em nosso coração.

3. Semelhança – Pedro e João foram reconhecidos como discípulos. Não são pessoas iguais, mas semelhantes. Elas darão as mesmas respostas que seus mestres quando forem submetidas aos testes. Produzem frutos semelhantes. É possível reconhecer as marcas de quem está cuidando.
Em Atos 4:13 declara:
“Vendo a coragem de Pedro e de João, e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.”

            Que as pessoas possam ver que nos parecemos com aqueles que imitam Jesus.

4. Exemplo- Nossas atitudes geram modelos. O líder não pode se esconder da responsabilidade de ser um modelo de vida para seus discípulos.
Em I Tm 4:12, o apóstolo Paulo recomenda que Timóteo seja um exemplo:
“ Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”
E também a Tito no capítulo 2, verso 7:
 “Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade;”
Eles eram discípulos. Seguiam o exemplo de Paulo que seguia a Cristo e deveriam produzir seguidores que os imitassem. A igreja no princípio era zelosa em seguir o modelo.
“E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros.”

Com o passar dos séculos o modelo de Cristo foi se perdendo na Igreja e a preocupação era só com informações sobre doutrinas que nem sempre alteravam o modo de viver das pessoas, mas nestes últimos dias Deus está restaurando o discipulado.

5. Cobrança e prestação de contas– Lendo Marcos 14:32-37, vemos que  Jesus cobrava de Pedro algo mais que dos outros. Todos dormiam, não vigiaram, mas ele chama atenção de Pedro. Ser repreendido é sinal que não desistiram de você. Por vezes, há discípulos que não gostam de ser cobrados, ou pensam que são cobrados mais que os outros, porém observando o discipulado de Jesus vemos que ele cobrava de quem ele esperava mais e queria forjar. Aceite ser preparado no discipulado. Comprometa-se.

6. Confissão de pecados - Tiago 5:16 nos desafia a confessar pecados. O discípulo não deve esconder suas fraquezas. Quem só procura liderança para contar sucesso vive uma dimensão muito rasa de discipulado. É preciso contar os fracassos. Quem conta fracassos quer santidade. Para isso o discípulo precisa confiar que seu líder não irá expor sua vida a outros e principalmente o que todo discípulo precisa saber é que nada vai mudar na aliança de amor de seu líder para com ele. Por vezes escondemos nossas falhas com medo de decepcionar nossa liderança, mas decepção é viver se arrastando na mentira com um problema que você não consegue resolver sozinho.
 

Definição de discipulado



Definição de discipulado
DISCIPULADO É TRANSMISSÃO DE VIDA (I TS 2:8).
“Sentindo, assim, tanta afeição por vocês, decidimos dar-lhes não somente o evangelho de Deus, mas também a nossa própria vida, porque vocês se tornaram muito amados por nós.”

Não se trata de encontros formais, ou só quando falamos diretamente sobre textos bíblicos. É quando compartilhamos a vida junto que percebemos quem realmente somos e quais debilidades precisam ser tratadas. 

DISCIPULADO É ENSINAR A OBEDECER (MT 28: 19, 20).
“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos".

Não podemos somente ensinar e esperar que as pessoas vivam o que foi ensinado. Discipular é além de ensinar os mandamentos, é ensinar a obedecer. Verificar as dificuldades, saber se estão conseguindo praticar.

Note que Jesus disse “fazei discípulos”, ou seja, eles não estão prontos, precisam ser feitos. Jesus também chamou pessoas que não sabiam ser discípulas e as fez serem.
Baseados neste texto, podemos perguntar:

QUEM PODE DISCIPULAR?
Primeiro, quem é discipulado. Jesus ordenou aos que já eram discípulos que fossem discipular. A fonte da autoridade é a submissão.
Segundo, pode discipular quem sendo discipulado for enviado pelo seu discipulador. Primeiro você é tratado por um tempo, depois enviado a cuidar.

Vamos aprender com alguns exemplos bíblicos um pouco mais dessa poderosa ferramenta para nosso crescimento.
         Moisés e Josué (nos ensinam a estar mais perto possível, um relacionamento que visava ter mais intimidade com Deus). ÊXODO 33:8-11 diz:
“Sempre que Moisés ia até lá, todo o povo se levantava e ficava de pé à entrada de suas tendas, observando-o, até que ele entrasse na tenda. Assim que Moisés entrava, a coluna de nuvem descia e ficava à entrada da tenda, enquanto o Senhor falava com Moisés.
Quando o povo via a coluna de nuvem parada à entrada da tenda, todos prestavam adoração de pé, cada qual na entrada de sua própria tenda.
O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Depois Moisés voltava ao acampamento; mas Josué, filho de Num, que lhe servia como auxiliar, não se afastava da tenda.”

            Todo povo observava a atitude de adoração de Moisés. Um líder gera influência. O povo adorava ao Senhor porque observava um líder faminto por Deus. Mas Josué fazia mais que apenas ver, ele ia até o lugar mais próximo que pudesse. É exemplo de discípulo que não tem medo de ser importuno, ele quer ter a amizade com Deus que seu líder tem. Deus encontrou em Josué o coração para ser sucessor de Moisés.

         Elias e Eliseu II REIS 2:7 diz:
“Cinquenta discípulos dos profetas os acompanharam e ficaram olhando a distância, quando Elias e Eliseu pararam à margem do Jordão”.

Havia outros discípulos, mas eles olhavam a distância. Eliseu era o que acompanhava Elias de perto. Veja versículo 9 e 10 dessa passagem:
Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: "O que posso fazer por você antes que eu seja levado para longe de você? "Respondeu Eliseu: "Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético".
Disse Elias: "Você fez um pedido difícil; mas, se você me vir quando eu for separado de você, terá o que pediu; do contrário, não será atendido".

Um discípulo que está presente absorve não somente pela imposição de mãos, mas por andar junto.

Jesus e os 12 - Em Marcos 3:14 e 15 vemos:
“Escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com ele, os enviasse a pregar
e tivessem autoridade para expulsar demônios.”

A primeira coisa do discipulado é estar ao lado. Priorize o discipulado antes de qualquer outro serviço ministerial. É do discipulado que parte todo fazer no ministério. Antes de trabalhar em departamentos, seja discipulado. Depois que chamou pra perto de si os doze, Jesus os envia para o ministério. 
A Bíblia contém inúmeros outros exemplos como Barnabé e Saulo, Paulo e Timóteo, Paulo e Silas, Paulo e Tito; e tudo isso demonstra que fazer discípulos não é uma novidade para Igreja moderna, é o que sempre deveria existir na Igreja.



Lições do Getsêmani






41Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar: 42 “Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. 43 Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia.44 Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão.” ( Lucas 22.41-44 )

A medicina comprova que se um ser humano em condições absurdamente extremas de estresse pode apresentar um quadro denominado “Hematidrose”, suor sanguinolento, onde o corpo começa a se desintegrar, e o sangue esvai-se através da pele. Foi exatamente assim que Jesus estava se sentindo enquanto orava, no Getsemani, cujo significado é “Prensa de Azeite”, é o lugar onde azeitonas eram prensadas para que delas fosse extraído azeite. Foi exatamente ali que Jesus enfrentou sua mais esmagadora batalha, onde envolto em angústia, pavor, terror, aflição, confessou: “minha alma está triste até a morte”, e revelando sua humanidade, intimidade, e sentimentos aos seus discípulos, lhes pediu: “ficai aqui, vigiai e orai”.
O azeite é símbolo da unção. Ela estando na sua vida vai ser liberada quando for prensado. 
O azeite produz:
Alimento, luz, higiene e cura
O que você produz quando é PRENSADO?

1)   O GETSEMANI ENSINOU A REPARTIR O PESO COM OS IRMÃOS NA FÉ
Jesus faz distinção entre a multidão e seus discípulos. Não se trata de preferência, mas de confiança. Nem todos podem estar no lugar da prensa com você.
“achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não podes vigiar uma hora? “  De quem muito se espera, muito é cobrado. Vivemos em tempos de prensa. Se somos cobrados é porque Deus espera de nós.
Muitas vezes não somos sensíveis o suficiente para perceber a dor do outro. Muitas vezes não discernimos que não é a hora de dormir, é hora de velar.

2)   ENSINOU A RENÚNCIA
A renúncia é pessoal. Os amigos podem ficar e vigiar em oração, mas não podem renunciar em teu lugar.

3)   ENSINOU A ORAÇÃO COMO PREPARAÇÃO PARA TUDO
“não podes vigiar uma hora? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” A oração é característica do ministério de Jesus. É o seu fio condutor. Ele estava sempre indo de monte em monte, de oração em oração e nos intervalos fazia milagres. Ministério é consequência. Você não pode encarar vida devocional como mais uma tarefa. Marta fez uma escolha e Maria fez a escolha melhor, não dá pra acumular escolhas. Marta geralmente é mais aplaudida nas igrejas, mas Maria que conheceu os pés de Jesus.