Ainda vou escrever a postagem falando sobre como foi o impacto evangelístico em Vila do Céu e como seus efeitos nos tocam hoje.
Mas hoje queria escrever em agradecimento aqueles que tornaram o dia 06/12 um dia emocianante para mim: meus amigos.
Ontém completei 25 anos e separei pra hoje um texto do site http://www.apostolicoprofetico.com.br/noticia.asp?id=142 que considero belíssimo falando de amizade.
Dedico a vocês meus irmãos amados que ultrapassaram a borda... (leia o texto e vão entender)
"Vejamos primeiro a correspondência entre amizade e amor.
O amor, de maneira genérica, é necessário em todos os relacionamentos humanos. Por exemplo, para haver relacionamento entre pai e filho é necessária uma quantia de amor; entre um irmão e outro também; o mesmo acontece (embora de maneira diferente) entre professor e aluno, entre chefe e subordinado, enfim, qualquer relacionamento requer uma quantia mínima do que podemos chamar de "amor".
Mas para esse relacionamento existir não significa que a amizade também exista nele. Pai e filho podem se relacionar bem sem serem necessariamente amigos. O mesmo acontece entre um irmão e outro, entre professor e aluno, e até mesmo entre marido e esposa (isso é verdade, porque não é tão difícil assim imaginar um casal em que os cônjuges não sejam amigos um do outro, mesmo que eu rejeite pessoalmente essa ideia...).
Quando é que existe, então a amizade? A amizade existe quando a quantia de amor em um relacionamento cresce além do limite necessário para a existência desse relacionamento. No caso do pai e do filho que se tornam amigos, o amor entre eles cresceu de tal forma, que mesmo que não fossem pai e filho, eles teriam uma relação de amizade. Como efeito disso, não há mais a barreira da hierarquia entre eles, mas agora os dois se consideram como iguais, porque se tornaram amigos. A mesma coisa se pode dizer do professor e do aluno que se tornam amigos, e por aí vai...
Foi isso o que aconteceu com Abraão e Deus. Abraão era um homem e Deus era Deus. Eles tinham um relacionamento normal entre Deus e adorador. Mas um dia Deus chamou Abraão, e a comunhão entre eles foi aumentando, e também se estreitando. Com o passar dos anos, Abraão tinha plena liberdade em conversar com Deus, e Deus tinha na terra um confidente de Seus pensamentos e sentimentos. A ponto de Deus dizer: "Ocultarei a Abraão o que estou para fazer?" Nesse ponto, podemos dizer que Abraão se tornou de fato um amigo de Deus. No relacionamento deles, havia tanto amor que não se dava mais ênfase à hierarquia. Deus não considerava Abraão como um mero adorador, mas como um amigo, alguém tão próximo! Lá (na Bíblia) também é dito que Deus conversava com Abraão como qualquer pessoa conversa com seu amigo. Isso foi o que entendi do texto do irmão Watchman Nee.
Esse é (pelo que eu entendo) o verdadeiro significado da amizade. É o excedente do amor, é o que ultrapassou a borda, o que extravasou dele.
(...)
Isso é muito diferente da idéia geral que temos de amizade, mas acho que a idéia colocada pelo irmão Watchman Nee se aproxima bastante do que Deus pensa a respeito do assunto."
Amo vocês!